
Houve uma época na minha vida, em que eu não tinha grandes preocupações... Ah! tinha o “dever de casa”, claro. Fora isso, tudo era colorido de sonhos, e de gente. Nessa época, eu não me preocupava se o meu cabelo estava bagunçado, ou se a roupa estava combinando com os sapatos; eu só queria brincar com o novo amiguinho que eu acabara de fazer. Era tudo tão simples. Casa da vovó nos finais de semana, beijos e abraços para todos os lados. Proximidade. Naquela época eu sentia muito...
Medo, de ficar sozinha no escuro. Dor, ao cair da bicicleta. Raiva, quando os ditadores tomaram minha chupeta, e como prova da mais profunda insensibilidade, também levaram minha mamadeira...
o xixi escorrer pelas minhas perninhas finas, pois eu estava com preguiça de ir até o piniquinho... tristeza, ao ter que me despedir do Tití, meu amiguinho imaginário.
Medo, de ficar sozinha no escuro. Dor, ao cair da bicicleta. Raiva, quando os ditadores tomaram minha chupeta, e como prova da mais profunda insensibilidade, também levaram minha mamadeira...
o xixi escorrer pelas minhas perninhas finas, pois eu estava com preguiça de ir até o piniquinho... tristeza, ao ter que me despedir do Tití, meu amiguinho imaginário.
E hoje eu sinto muita saudade...
Dos meus tempos de café-com-leite, tempos difíceis, confesso. Pois, ficar com tarefas ligeiramente humilhantes, como, sair correndo no meio da rua, gritando: “começou os cavaleiros do zodíaco” para avisar a molecada ‘mais velha’ de que o saudosíssimo desenho havia começado, não era tão legal assim, né...
Saudades, sim! De brincar de pega-pega e esconde-esconde no meio da rua com meus amiguinhos 'físicos'. Era tudo muito natural e saudável, diga-se. Mas, para as crianças, e pseudo-moralistas de hoje, essas brincadeiras revelam nomes de duplo sentido, e passam mensagens veladas de algum caráter sexual. As crianças estão tãããão adultas, gente!
O ser humano não quer mais ser humano, as crianças não querem mais ‘ser’ criança, e eu não quero mais ouvir ser tanejo.
- Heeeeeeeein? (Diz uma velhinha com óculos fundos de garrafa e aparelho auditivo...)
Então, eu vos pergunto: devemos colocar a culpa em quem, minha gente?
Na Carla Perez, claro.
Dizer o tempo todo que ‘a culpa é do sistema’ já virou clichê de michê. Convenhamos...
E quer saber?! mesmo a Carla Perez sendo a grande vilã do mundo moderno, e crianças descendo e confabulando até o chão nas boquinhas das garrafas de vidro e plástico (que o significado de garrafa fique extremamente restrito a sua forma literal. amém!) ainda acredito na máxima dos finais das histórias infantis...
Por: Rá!
Por: Rá!
3 comentários:
parece q eu tô ouvindo tu falar essas lorotas ai
essa sim eh a catita q eu conheço
escreve o q eh de verdade
ou seja: SERveja kkkk
o tchan acabou com minha inocencia ... e eu queria ate ser loira e ter aquele bundão..
Eu ralei demais na boca dessa garrafa
ui
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