

Carrossel, título nada pretensioso para uma novela infantil (porcamente e carinhosamente mexicana) que virou um fenômeno, batendo recordes de audiência na época em que foi exibida pelo SBesTeira. É complicado entender como uma atração tão boba caiu no gosto popular. Pensando bem, nem é tão complicado assim. Quem resiste a um bando de crianças choronas, problemáticas e super mal-dubladas? Eu não resisti.
A turminha era liderada pela translúcida Professora Helena, que em sua visita ao Brasil, desfilou na rampa do Planalto com o decoroso Fernando Collor. Isso ilustra bem a dimensão do sucesso da imaculada novelinha, hein?
Mas o "supimpa" mesmo, eram os alunos...
Jaime Palilo
O típico gordinho estereotipado como: "gigante do coração mole". Ele se achava burro, e sempre batia na cabeça quando isso ficava escancarado. Foi o fundador da "Patrulha Salvadora", uma pseudo-equipe de resgates.
Rabito
Nome deveras exótico para um cão, este, mascote da "Patrulha Salvadora".
Laura
A gordinha romântica e abobalhada, que até hoje me faz rir, quando lembro da abertura da novela... A translúcida Professora Helena fazia a chamada candidamente, e ela, Laurinha, sentava-se numa tachinha colocada por um coleguinha, a gordinha era uma excelente atriz, tanto que minutos e minutos depois é que ela ia soltar um "au!". Saudades...
(Ainda sobre a abertura, onde a translúcida Professora Helena após terminar a chamada, permanecia com a boca aberta, e a imagem congelada. Em off, a voz da translúcida professorinha recitava a memorável frase repreensiva : “toda a classe, zero em comportamento”... Perfeito isso!)
Kokimoto
para seguir firmemente o estereótipo oriental, usava uma faixa de karatê na cabeça direto. Yááá!
Firmino
Velhote simpático, bondoso, e fiel amigo da translúcida Professorinha. Ainda no meio da novela, o ator que interpretava o personagem, foi substituído por outro, sem neca de pitibiriba. Genial, essa novela... hein?
Mas nada, absolutamente nada se compara à ilustre dupla Cirilo e Maria Joaquina...
Ele era um garoto pobre e negro, muito orgulhoso da profissão do pai, que era Carpinteiro...
- A mesma profissão de Jesus Cristo (repetia o menino assiduamente).
Ela era podre de rica , filha de um médico (profissão menos célebre, admitam!) que reprovava sua personalidade detestável.
E é claro que o Cirilo nutria uma paixão descarada por Maria Joaquina. E é claro, também, que ela o desprezava. A loirinha era racista e deixava isso bem claro a cada aproximação do ingênuo Cirilo.
Os diálogos entre os dois eram tão insolentes, que chegava a ser engraçado. Sinta o teor:
Cirilo (com aquela voz inocente, tão inocente que dá mó raiva): “Maria Joaquina, quer se casar comigo?”
Maria Joaquina (com aquela voz enfatuada que convém às garotinhas riquinhas): “Claro que não, Cirilo. Você é pobre e, ainda por cima, é preto!”
Cirilo (ainda com aquela voz inocente, tão inocente que dá mó raiva, só que agora, acrescenta-se um certo servilismo, digno de pessoas subservientes, o que deixa aquela voz inocente, tão inocente que dá mó raiva, ainda mais irritante): “Eu só quis dizer...”
Putaquepariu! Como alguém pode ser tão coitadinho assim? Se eu fosse a Professora Helena, obrigaria o Cirilo a ler 100 vezes a história do "Macunaíma" (sabe o herói que reflete sobre as injustiças do mundo, e resolve tudo de uma maneira bem horrorshow? então...)
Pô, o filho do carpinteiro até que era legal, mas não tinha um pingo de auto-estima, sacanagem...
A turminha era liderada pela translúcida Professora Helena, que em sua visita ao Brasil, desfilou na rampa do Planalto com o decoroso Fernando Collor. Isso ilustra bem a dimensão do sucesso da imaculada novelinha, hein?
Mas o "supimpa" mesmo, eram os alunos...
Jaime Palilo
O típico gordinho estereotipado como: "gigante do coração mole". Ele se achava burro, e sempre batia na cabeça quando isso ficava escancarado. Foi o fundador da "Patrulha Salvadora", uma pseudo-equipe de resgates.
Rabito
Nome deveras exótico para um cão, este, mascote da "Patrulha Salvadora".
Laura
A gordinha romântica e abobalhada, que até hoje me faz rir, quando lembro da abertura da novela... A translúcida Professora Helena fazia a chamada candidamente, e ela, Laurinha, sentava-se numa tachinha colocada por um coleguinha, a gordinha era uma excelente atriz, tanto que minutos e minutos depois é que ela ia soltar um "au!". Saudades...
(Ainda sobre a abertura, onde a translúcida Professora Helena após terminar a chamada, permanecia com a boca aberta, e a imagem congelada. Em off, a voz da translúcida professorinha recitava a memorável frase repreensiva : “toda a classe, zero em comportamento”... Perfeito isso!)
Kokimoto
para seguir firmemente o estereótipo oriental, usava uma faixa de karatê na cabeça direto. Yááá!
Firmino
Velhote simpático, bondoso, e fiel amigo da translúcida Professorinha. Ainda no meio da novela, o ator que interpretava o personagem, foi substituído por outro, sem neca de pitibiriba. Genial, essa novela... hein?
Mas nada, absolutamente nada se compara à ilustre dupla Cirilo e Maria Joaquina...
Ele era um garoto pobre e negro, muito orgulhoso da profissão do pai, que era Carpinteiro...
- A mesma profissão de Jesus Cristo (repetia o menino assiduamente).
Ela era podre de rica , filha de um médico (profissão menos célebre, admitam!) que reprovava sua personalidade detestável.
E é claro que o Cirilo nutria uma paixão descarada por Maria Joaquina. E é claro, também, que ela o desprezava. A loirinha era racista e deixava isso bem claro a cada aproximação do ingênuo Cirilo.
Os diálogos entre os dois eram tão insolentes, que chegava a ser engraçado. Sinta o teor:
Cirilo (com aquela voz inocente, tão inocente que dá mó raiva): “Maria Joaquina, quer se casar comigo?”
Maria Joaquina (com aquela voz enfatuada que convém às garotinhas riquinhas): “Claro que não, Cirilo. Você é pobre e, ainda por cima, é preto!”
Cirilo (ainda com aquela voz inocente, tão inocente que dá mó raiva, só que agora, acrescenta-se um certo servilismo, digno de pessoas subservientes, o que deixa aquela voz inocente, tão inocente que dá mó raiva, ainda mais irritante): “Eu só quis dizer...”
Putaquepariu! Como alguém pode ser tão coitadinho assim? Se eu fosse a Professora Helena, obrigaria o Cirilo a ler 100 vezes a história do "Macunaíma" (sabe o herói que reflete sobre as injustiças do mundo, e resolve tudo de uma maneira bem horrorshow? então...)
Pô, o filho do carpinteiro até que era legal, mas não tinha um pingo de auto-estima, sacanagem...









